Práticas Oficinais – Exercícios Práticos de Torneamento e Fresagem

5
2 anos atrás

Título
Práticas Oficinais – Exercícios Práticos de Torneamento e Fresagem

Apresentação

Os métodos de ensino aplicados na formação profissional e no ensino, em geral, baseiam-se, comummente, numa perspetiva muito homogénea e pouco individualizada. Não denotam particular atenção às dificuldades ou necessidades específicas de cada formando ou ao incremento de um desenvolvimento mais célere daqueles que evidenciam maior autonomia. A dinâmica da nossa formação está muito orientada para uma vertente expositiva e centrada no formador. O quadro, um projetor de vídeo e um computador fazem parte do ambiente da maior parte das formações, estando reservada ao formador a definição do ritmo de desenvolvimento da sessão de formação. Os formandos, esses, passam grande parte do tempo numa atitude mais ou menos passiva, ouvindo, colocando algumas questões, mas usualmente dentro de um registo de esforço muito reduzido.

Em contraste com estes métodos tradicionais de ensino, o setor da metalomecânica tem sido um dos mais estimulados pela revolução tecnológica. Nos últimos 20 a 30 anos, a eletrónica e a informática transformaram completamente um setor que vivia num ritmo lento. Qualquer profissional qualificado deste setor sabe seguramente mais do que o mesmo profissional de há duas décadas. Então, como resolver este problema de dotar os nossos formandos com mais conhecimento em menos tempo? Recorrendo ao próprio formando, incutindo-lhe o gosto pela autoaprendizagem e a vontade de ir sempre mais além, procurando o seu próprio ritmo, onde cada indivíduo tem um lugar central no seu processo formativo. Para isso, precisamos de dotar o nosso sistema de formação profissional de recursos técnico-pedagógicos que facilitem e promovam um modelo de autoformação.

O presente livro assume este desafio como primordial objetivo, ou seja, fomentar a autoaprendizagem como premissa fundamental à concretização de um modelo de autoformação, almejando que aquele venha a ser precursor do aparecimento de muitos outros.

O sucesso da formação não pode continuar a depender, quase exclusivamente, da qualidade do formador. A formação tem de ser, independentemente do formador, um produto de qualidade. Tal é possível com a disponibilidade de recursos técnico-pedagógicos mais proficientes e promotores do desenvolvimento autónomo de cada formando.

As áreas tecnológicas encontram-se numa evolução exponencial e, consequentemente, o conhecimento associado vai sempre aumentando, mas as unidades de formação de curta duração, que sobre ele versam, têm sempre a mesma carga horária, 25 ou 50 horas. Então, teremos que desenvolver novas estratégias, a fim de que o formando possa complementar a sua formação fora do espaço formativo, conferindo-lhe maior independência na construção e consolidação de aprendizagens. É urgente orientar a formação para percursos mais individualizados e, sobretudo, autónomos, libertando o formador para tarefas de acompanhamento mais especializado a formandos com maiores dificuldades ou com questões específicas.
Aos formandos solicita-se a assunção de uma maior responsabilidade no seu percurso formativo, emancipando-se como força motriz inerente ao seu desenvolvimento. Enquanto formandos não nos podemos colocar exclusivamente à mercê das circunstâncias do mercado de trabalho e das suas contínuas exigências. Temos de ser capazes de nos antecipar aos acontecimentos, prever a evolução de cenários e, concomitantemente, investir proativamente na nossa formação, para respondermos prontamente aos reptos lançados: estou presente! Como formandos, devemos abolir do nosso vocabulário expressões como “Não sei” ou aquela frase passiva “Estou aqui para aprender”.
Não, temos de ser capazes de fazer mais e melhor, de não desistir, de procurar sempre ir mais além. O saber não se pode limitar a conteúdos debitados por processos tradicionais, devemos munir-nos ativamente de conhecimentos e das melhores competências, escolhendo, assim, o caminho mais profícuo para o nosso desenvolvimento. Perante o contínuo e acelerado progresso tecnológico, o sucesso profissional só é concretizável se, como formandos, formos capazes de gerar grande parte dos nossos conhecimentos técnicos.

Aos formadores reserva-se o anseio que este livro sirva de inspiração para que desenvolvam os seus recursos técnico-pedagógicos, orientados para um modelo de autoformação alicerçado na autoaprendizagem. Os recursos devem ser o mais completos possível, por forma a que o formando os possa seguir com a máxima autonomia. A sua elaboração deverá privilegiar a perspetiva de um sistema de formação sem formador. É evidente que, na maioria das situações, este sistema seria algo utópico. Todavia, como formadores, devemos procurar ter este pressuposto sempre presente, materializando-o na cuidadosa elaboração de recursos e materiais agregadores de todos os conteúdos lecionados em formação, permitindo ao formando uma conduta emancipada e estimulante da aprendizagem na nossa ausência.

Foi com esta finalidade que a presente obra, profusamente ilustrada, foi elaborada. Procura apontar um caminho que visa a independência do formando e a promoção da autoaprendizagem. Apresenta um texto fluido e de fácil compreensão, acreditando que constituirá um instrumento facilitador de uma aprendizagem autónoma, através de uma panóplia de exercícios práticos, resolvidos na íntegra. No final de cada capítulo, poderão encontrar alguns trabalhos propostos, não resolvidos, sugerindo-se que o formando os realize autonomamente.

 

Autor

Américo Costa
Autor do Livro \ Técnico Especialista na área do CAD/CAM do CENFIM

 

 

Índice

CAPÍTULO 1
TORNEAMENTO
1. Generalidades
2. O processo de torneamento
3. Acessórios do torno
4. Fixação das ferramentas
5. Parâmetros de corte
6. Sequências de maquinagem
7. Exercícios práticos resolvidos
8. Instrumentos de medida
9. Exercícios propostos

CAPÍTULO 2
FRESAGEM
1. Generalidades
2. Processos de fresagem
3. Fixação das ferramentas
4. Fixação das peças
5. Processos de divisão
6. Parâmetros de corte
7. Sequências de maquinagem
8. Exercícios práticos resolvidos
9. Instrumentos de medida
10. Exercícios propostos

 

Saiba mais em em www.booki.pt

 

5 comentários

  1. carlos reis

    gostaria de ver videos do que têm

    • Américo Costa

      Carlos Reis não temos vídeos, o livro é composto por explanações teóricas e um conjunto vasto de exercícios práticos, completamente resolvidos, onde são abordadas as principais operações de maquinagem que se podem fazer num Torno e numa Fresadora Convencional.
      Neste link abaixo poderá verificar um dos muitos exercícios práticos do Livro.

      http://metalmake.pt/oficina-individual-de-formacao/

  2. rajosil

    Olá, gostava de saber qual a formula para achar uma inclinaçao usando o relogio comparador.
    Gosto das suas publicaçoes.

    • Pedro Silva

      TANG xº * Comprimento que o comparador vai andar.
      , Sendo xº (o ângulo que a peça tem )
      o resultado será a medida em z que tem de baixar naquele comprimento.

      Ex para 13º.
      Tang13*25mm = 5.771mm

      ou seja no comprimento de 25mm tem de baixar 5.771 mm em Z.
      Faça um programa a começar em X0 até X25 Z-5.771.

  3. Pedro

    jogas com os catetos…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.